Ângelo Fernandes blog
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projecto Bairro 5 [06 Sep 2009|09:25am]



Para quem ainda não conhece, toca a visitar www.bairro5.com

Se alguém quiser divulgar via blog, Facebook, Twitter, mail, etc, agradecemos desde já.
Toda a ajuda é bem-vinda :)

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Primeiro aniversário da Catarina [04 Aug 2009|09:23pm]
[ music | Diving with Andy ]



Tenho 6 sobrinhos e _sim_, sou um tio babado!
 

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Funerais [excerto de uma narrativa ainda por dar título] [18 Jul 2009|10:57pm]
[ music | David Bowie | Always crashing the same car ]

Lembro-me de quando tinha onze anos e assistia a funerais por mera curiosidade; gostava de apreciar a forma como as pessoas choravam o morto e fazia-o com alguma frequência. Talvez não tivesse este interesse se não vivesse na rua do cemitério e não fosse brindado frequentemente pelos cortejos que seguiam, todos, para o mesmo sítio.
Por vezes chegava a sair de casa, assim que via a berlinda a fazer a curva, e enfiava-me logo no cemitério. Tinha tempo suficiente para sair e correr para perto da campa que estivesse aberta e pronta para sepultar o recém-chegado. O que mais admirava era ver como as pessoas se relacionavam naquele momento e recordo-me de me perguntar quão amariam o defunto, caso o amassem de verdade.
Era um ritual que repetia várias vezes e passado algum tempo, a minha mãe proibiu-me pois não achava normal, para uma criança daquela idade, visitar funerais para brincar como respeitava e defendia a dor dos que cá ficavam a sofrer. Porém nada disso me deteve, continuei a fazê-lo às escondidas e quão maiores fossem os funerais, mais vontade tinha em ir; mais espectadores podia observar e a possibilidade de diversidade era, pensava eu, maior.
Para meu espanto, um dos enterros de que me lembro mais tinha apenas sete pessoas, cinco mulheres e dois homens. Lembro-me perfeitamente de uma delas chorar desalmadamente como se fosse a sua própria vida que fosse sepultada. Todos os outros permaneciam estáticos o que achei, naquela altura, estranho e deveras contrastante. Um dos homens ainda a segurava e murmurava para que tivesse calma, mas não surtia efeito, a mulher persistia com o seu pranto. Lembro-me de que ele lhe dizia várias vezes “pronto, pronto” mas em nada resultava. A mulher chorava cada vez mais e, quando começaram a baixar o caixão, atirou-se automaticamente à caixa a gritar pela mãe, bradava para que ela não a abandonasse. Acima de tudo era isso que ela pedia, ali de joelhos, abraçada ao caixão, sem o largar, bramia para que a sua mãe não a abandonasse. Nunca tinha visto ninguém naquele estado, era profundamente aflitivo e senti mesmo o desespero daquela mulher dentro de mim e, do nada, chorei também. Assustado, fugi e deixei o funeral. Fui para casa, tranquei-me no meu quarto e pus-me a pensar que um dia seria a minha mãe a ser enterrada, seria ela a abandonar-me e quando me apercebi da dor que isso provocava, só de pensar nessa possibilidade, chorei novamente e quase com o mesmo desespero do que aquela mulher. Foi aí então que, em cada funeral que ia, imaginava que era a morte da minha mãe para que pudesse ir enterrando-a aos poucos. Assim, desse modo, acreditava eu, no dia que fosse verdade não passaria o que aquela mulher passou, seria apenas uma despedida. Nada mais.

Aos poucos comecei a enterrar toda a minha família, comecei pela minha mãe, que acabou por ser constante e transversal a todos, depois passei para os meus avós, que não me custaram tanto quanto imaginava, percorri os meus tios até chegar à minha irmã. Como seria o funeral dela? Não fazia ideia, naquela altura tinha capacidade apenas de pensar no lucro da sua morte. Já não teria de levá-la todos os dias comigo para a escola, brincar por obrigação ou tomar conta dela. Teria todo o tempo só para mim. Durante muito tempo desejei então que tal acontecesse, especialmente quando ela me estragava os planos e eu compreendia realmente as vantagens da sua morte. Aos poucos isso foi passando, creio que foi um processo natural.
Júlio, por sua vez, nunca figurou nas minhas projecções funerárias. A importância que tinha já nessa altura não chegava a tanto.

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Downloads [05 Jul 2009|11:10pm]
[ music | Nine Inch Nails | Starfuckers Inc. ]

À ESPERA DO FIMDOWNLOAD das primeiras 26 páginas


Sinopse
João é o único homem numa família gerida pela mãe e pelas suas cinco irmãs. Aos 33 anos é professor de informática para idosos e voluntário num lar de terceira idade, enquanto subsiste profundamente angustiado pela eterna castração familiar.
Um dia, após iniciar uma relação amorosa coagido pela sua mãe, João decide acabar com a ditadura familiar mas a sua libertação não acontece como espera…

FAST FOOD | DOWNLOAD do guião

Sinopse
Dois estranhos conhecem-se numa estação do metro e vivem uma relação completa entre a partida de um metro e a chegada do próximo. Uma relação em 6 minutos que se revela ser um desígnio de relações rápidas, descartáveis e cíclicas.

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Bairro 5 [04 Jul 2009|07:54pm]
[ music | A Journey Down The Well | Sugarman ]




Algumas das crianças do BAIRRO 5. Projecto de apadrinhamento de crianças de Chimoio - Moçambique, numa das escolas onde estivemos em 2006.

Conseguimos este ano garantir que 38 crianças pudessem ir à escola que, de outra forma, não conseguiriam. =)


 

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"Carmina Burana" no Largo de São Carlos [03 Jul 2009|11:28pm]
[ music | Marilyn Manson | In the Shadow of the Valley of Death ]

É já amanhã e domingo no Largo de São Carlos. Grátis!
Vamos?
=)


informação abaixo via Jornal Hardmusica

Festival ao Largo é um conjunto de espectáculos ao ar livre com entrada gratuita que decorre entre 26 de Junho e 19 de Julho, sempre às 22:00h . Neste fim de semana "Carmina Burana" de Carl Off é a estrela da noite!

Para quem pretenda assistir aos espectáculos deste fim-de-semana, aconselha-se a chegar cedo ao Largo de São Carlos, uma vez que os últimos concertos estiveram sempre lotados.
Carmina Burana, de Carl Off, insere-se na programação do Festival ao Largo, uma iniciativa gratuita e ao ar livre organizada pelo OPART, entidade gestora do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) e da Companhia Nacional de Bailado (CNB), e que tem como objectivo a abertura à sociedade civil dos seus três corpos artísticos: a CNB, o Coro do TNSC e a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
 

mais info )

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Arrial 2009 @ Belém - Parte II [29 Jun 2009|07:50pm]
[ music | Slipknot | Me Inside ]

...e porque há e de tudo e para todos os gostos :)



















 

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Arrial 2009 @ Belém [28 Jun 2009|09:49pm]
[ music | Macy Gray | Still ]



Gostei!

E o que gostei mais foi de assistir ao concerto dos Les Baton Rouge (foto acima). As músicas deles são porreiras e ao vivo ainda mais. Energéticos, pujantes e dançáveis. Foi, para mim, um dos momentos da noite.
O outro foi estarmos a dançar às 03h da manhã, à chuva, com direito a invasão de palco.

Tenho apenas de destacar o grande aspecto negativo do Arraial, a falta de pontos para reciclar. Com tantos copos de plástico gastos num único dia, o minínio era haver os famosos ecopontos amarelos.
 















Para o ano há mais.

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tearjerker do dia... California Girl gets Dying wish to see UP [22 Jun 2009|10:47am]
[ music | The Dears | Ticket To Immortality ]

 



Hey Everyone, I read this story this morning and I just had to share it with you because of how amazing, touching and sad it is. 

The story revolves around a cancer-stricken 10 year old little girl by the name of Colby Curtin.  She so badly wanted to see the new Pixar Film ‘UP’ the only problem was she was too sick to go to the movie theater to see it. Her final wish was that she would be able to watch this movie.

Thanks to a family friend who got in touch with the movie studio Pixar, an employee of the Emeryville-based company arrived at Colby’s home with a DVD copy of the movie. Colby was unable to open her eyes to see the movie so her mother described the scenes. When her mother asked if she enjoyed it, the girl nodded, Curtin said. The girl died later that night.

Colby’s mother, Lisa, said she had asked her daughter if she could hang on until the movie arrived.

“I’m ready (to die), but I’m going to wait for the movie,” she said her daughter replied.

As sad as this story is it is wonderful to see that there are people in the world that still care, there are people with big hearts. In a time when Hollywood is worried about their projects and copyright infringements Pixar comes through for this little girl and grants her her final  wish. This story also represents the power of film and the impact it can have on a persons life, there are films in this world that do offer us comfort and hope even in the most dyer of circumstances. 

What a life changing experience that must have been for everyone that was there.

The message of the UP, after all, is that even in the depths of loss and grief, love can reach across the vastness of time and space to touch us, to allow us to go on. Love is the true adventure.

Click Here to read the full story.

via: geektyrant  which is via: Scifiwire

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Nova área de Escrita ao meu site. [22 Jun 2009|10:25am]
[ music | The dears | We Can Have It ]


Há downloads para serem feitos, nomeadamente a nova e última versão do À Espera do Fim :)

http://angelofernandes.com/escrita.html

Toca a visitar =)

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O último astronauta a pisar a Lua [21 Jun 2009|11:18am]
[ music | of montreal | Rapture Rapes the Muses ]



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Rubber Duck [17 Jun 2009|12:41am]
[ music | The Cranberries | Daffodil Lament ]

http://www.florentijnhofman.nl/fotomap/canard/DSC02870.jpg

Location: river the Loire, France
Dimensions: 26 x 20 x 32 meters

from Florent Ijnhofman

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When BSG meets the 80's music. The limited edition cd. [12 Jun 2009|02:52pm]
[ music | Sophia | Signs (The Valetines Day Session - Vienna, Austria 14/02/2009) ]





the bonus tracks, special edition



 
Yes, I'm kinda bored and with too much spare time :P

 

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Há dez atrás, quando tinha a banda [11 Jun 2009|12:38am]
[ music | Michael Giacchino | Rescuing The G3 Officer ]

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porque o Tetris fez anos no Sábado [08 Jun 2009|06:24pm]
[ music | New American Orchestra | One More Kiss, Dear ]



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Do amor aos 8 anos [07 Jun 2009|03:40pm]
[ music | Goldfrapp | Deep Honey ]

A minha irmã de 8 anos, recente protagonista dos 3 P's, foi à festa de aniversário do namorado (fez 8 ou 9 anos) e obrigou a mãe a comprar uma t-shirt e um "brinde" para oferecer.

Quando o puto recebe a t-shirt da namorada, veio-lhe umas lágrimas aos olhos mas tentou não mostrar. A minha irmã idem, mas uma coisa muito disfarçada.
Porém, quando ela oferece o brinde - um amuleto em forma de coração - o puto não resiste e desaba a chorar aos rios, a minha irmã perde as "forças" e chora também; conclusão, os dois abraçam-se a chorar e fogem para debaixo da mesa com a vergonha da "cena", mesmo que continuassem a chorar e abraçados.

Opa, isto é lindo. Tenho dito.
=)

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Os 3 Ps. Peixe, porrada, pedagogia. [06 Jun 2009|05:46pm]
[ music | Joanna Newsom | Monkey & Bear ]

Irmã (8 anos): Não quero comer o peixe.
Je: Sabes o que se come bem com peixe?
Irmã: O quê?
Je: Porrada. Queres peixe com porrada?
Irmã: Não.
Je: Então come só peixe, vá.

Problem solved.
=)

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A desilusão das boas intenções. [04 Jun 2009|11:19pm]
[ music | Hercules and Love Affair | You Belong ]

A desilusão das boas intenções.

 

Hoje apanhei com duas grandes desilusões.

 

A primeira foi a exposição fotográfica “Viver Setúbal: uma forma de ver a cidade”. A premissa é interessante: uma mostra de fotografias antigas da cidade enquadradas com fotografias actuais, tiradas com a mesma perspectiva e ângulo das primeiras.

Desilusão porquê? Porque por cada imagem antiga temos umas 10 actuais à volta e por vezes a imagem antiga é mínima e perde-se no meio das outras.

As fotografias actuais parecem ter sido tiradas à pressa numa manhã e por um gaiato que pegou na máquina digital do pai. Não há tratamento ou correcção de cor das fotografias actuais, pelo que do mesmo local, uma está mais amarelada e a outra mais para os tons de azul, quando de facto foram feitas no mesmo momento e não entendo porquê. A falta de coerência nesse sentido é absurda como revela uma tremenda falta de profissionalismo, visão e dedicação ao projecto. Para “ajudar” as impressões estão péssimas, basta aproximarmo-nos um pouco para ver o grão e a falta de qualidade das imagens.

Para terminar as fotografias são, na minha opinião, ínfimas. Esta seria uma exposição que deveria permitir os registos fotográficos antigos respirarem e viverem livremente e acaba por fazer exactamente o oposto.

 

Segunda desilusão: ciclo de cinema no auditório José Afonso.

Bem, por onde começar? As 30 cadeiras disponíveis revelavam de imediato a adesão que esperavam… Para começar, e enquadrando um pouco a situação, aquele Auditório ao ar livre foi um profundo erro de casting desta cidade. Constrói-se aquele “túnel de vento” (quem conhece a obra, sabe do que estou a falar) mas a Câmara não apresenta um projecto de desenvolvimento e de exploração daquele espaço. Nada. Cria algo já morto à partida e depois passa a batata quente para o associativismo regional na esperança de injectar um mínimo de vida.

Chego ao auditório, enorme, e vejo uma tela amarrotada e ínfima, quando comparada com o tamanho do auditório, onde é projectado o DVD do “Ameaça Fantasma” com umas colunas que, não sendo nada de outro mundo, satisfazem o objectivo. Passados poucos minutos o filme começa e logo têm de parar a projecção porque o “técnico” colocou as legendas para surdos e em inglês; como não soube alterá-las devidamente, necessitou de parar o filme, refazer os passos iniciais, colocar as legendas correctas e apresentar novamente os primeiros minutos. Foi neste momento que abandonei o barco. Em casa tenho mais qualidade e conforto.

Teria sido melhor colocarem a projecção do filme numa sala.

 

Se, por um lado, reconheço a necessidade e a urgência de fazer algo, de realizar eventos e é melhor concretizar ideias/desejos ao invés de não fazer nada mesmo, por outro lado, há ou tem de haver uma responsabilidade de quem faz de fazê-lo bem feito. As boas intenções, não passam disso mesmo e não podemos justificar a falta de sucesso das nossas acções com um mero “ao menos tentámos” ou “não havia condições”.

 

No caso do cinema, talvez se passassem para uma sala, as condições melhorariam profundamente. Não sei se foi uma condição, no apoio da Câmara, terem de projectar ali, no auditório, como forma de preencher uma lacuna que a própria Câmara não consegue preencher.

Quanto à exposição, parem de gastar recursos de forma obtusa e ponham gente profissional a fazer o que tem de ser feito.


Isto passou-se em Setúbal, mas tenho quase a certeza que podia ter sido em qualquer outra cidade.

 

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Terminator Salvation [04 Jun 2009|09:14pm]
[ music | Guano Apes | Quietly ]

http://filmonic.com/wp-content/uploads/2009/03/terminator-salvation-tri.jpg

É mau.
Ponto.

Incha Ângelo Fernandes, incha! :P


 

aula prática [03 Jun 2009|09:41pm]
[ music | Nosfell | gouz mandamaz ]

Hoje fomos fotografar para a rua.
Fotografias _só_ via mail.

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